Pensando e sentindo!!



O dono do lixo.

Aqui, bem de fronte a minha janela, tem um famigerado lixão.
Um grande conteiner de caminhão para atender ao condomínio de prédios populares,
com aproximadamente 50 prédios de 16 ou 18 apartamentos com 4 andares.

Há muito tempo que tinha vontade de tratar disso.

A história é a seguinte.
Existe um lixo grande que todos os dias as 7:00h um caminhão barulhento vem buscar.
Existe uma família, que todos os dias, antes e depois do caminhão, vasculha e remexe o lixo buscando alguma coisa que ainda não consegui identificar.
Existem pombos, que todos os dias, na inexistência de ratos e baratas, costumam se alimentar.

Óbvio, todas as literaturas comuns, tratariam do tema do cidadão como a vítima social que é.
Para sermos sucintos e objetivos, aquele figura, ícone de uma sociedade capitalista e decadente, socialmente falando,
certamente deveria ter uma história de dificuldades e falta de oportunidades. Que certamente o levariam para onde estava.

Mas eu, diante da minha janela, não mais afortunado que o cidadão, testemunha de sua situação, não o via como mais um no meio da multidão. Eu o via e vejo, e quero vê-lo como um homem.

E diante mão, quero dizer que aquele homem me parece muito antipático.

As primeiras visões que tive dele não foram das melhores.
Sempre o vi brigando com suas filhas e sua mulher. Ai... antecipei tudo. Mas vou contar direito.

Era um dia cedo, tempo nublado. A família, o pai, mãe e duas filhas (parece que são três) todos gordinhos e muito parecidos com o pai (ele não pode ter dúvida da sua paternidade) chegaram para o ofício de todo dia. Quando começou a chuva, e eles não foram embora. Armaram uma tenda de papelão até a chuva passar. Eu sempre achei o lixo uma nojeira. Sempre tolerei o lixo da minha casa. Agora, imagine, um conteiner de lixo... molhado.

Pois, debaixo de chuva e do papelão, o pai brigou com a filha e a fez sair do papelão para continuar seu trabalho de catadora. Debaixo da chuva, dentro do conteiner... cheio de lixo.
Depois a mãe ficou tentando puxar papo para amenizar a situação.

Mas também tem aquela coisa de ficar catando lixo, encontrar pão limpo e duro e esmigalhar no chão para servir aos pombos.

Ai ai...
Os pombos são sempre associados à imagem do Espírito Santo, mas, quem convive com pombos da cidade, todos os dias, sabe muito bem que pombo é igual a rato. Nosso amigo do lixo vai embora por volta das 10h, mas os pombos... os pombos ficam aqui o dia todo, todos os dias.

Quando voltei do Capão, interior da Bahia, eu mantive o hábito de dar bom dia a todo mundo. É claro que o meu vizinho do lixo, não me respondia, demorasse o tempo que fosse, uma semana, duas, ele só me enxergaria se eu tivesse algo para pôr no lixo.

Como acontecia com suas filhas. Elas sempre vinham tentar tomar da nossa mão o lixo que levamos para o conteiner.
Elas recolhem os lixos de todos os prédios, acho que é uma forma de adquirir o direito de remexer nele. As meninas são simpáticas. Um dia estavam sentadas embaixo de um caminhão alto, só elas duas, a família não veio toda. Isso acontece as vezes. Uma de pernas abertas e a outra sentada no centro. Uma fazendo carinho na outra. Uma cena bonita de se ver.

Mas, que coisa feia, só falei mal do homem. Mas ele é um homem, eu também, e numa relação de gente para gente, nós gostamos ou não gostamos de alguém. Ou não sentimos nada por ela.

Como um homem, eu também tenho meus pré-conceitos e preciso ser surpeendido.
Um dia eu olhei por uma janela, ouvi a voz do pai e não o vi. Procurei ele em outra janela e ai vi uma cena que me surpreendente.

O pai estava sentado no canto do meu prédio, tomando café numa caneca de vidro transparente com o líquido enbranquecido pelo leite, que ele trouxe em uma garrafa térmica. O pão parecia ter sido assado no forno com manteiga. Estava bonito. Ali eu descobri que ele não catava lixo para comer. Não ao menos de imediato. Bom, mas o surpreendente mesmo foi ver ele injetando na veia um líquido transparente, que mais tarde descobri ser insulina. O homem era diabético.

O que há de surpreendente nisso?
Ele era um homem!!!!
Ele trabalhava todos os dias, criava sua família como podia. Tinha doenças e precisava de remédio, tinha mau humor e devia ter momentos de alegria e prazer, afinal, fez três filhas.

Continuo achando ele antipático, mas fiquei feliz por ver/reconhecer nele um homem.
Não apenas um ser que eu não gostava, mas ver um homem.
E de ser um homem como ele, reconhecendo-o enquanto tal.

Afinal de contas, porque sou homem tenho preconceitos.
Porque sou homem, tenho sentimentos de antipatia, solidariedade à menina na chuva,
raiva dos pombos-ratos. Porque sou homem erro e acerto.

E amo.

Lord Léo



Escrito por Lord Léo às 18h41
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Estou na dúvida, o que lhes parece melhor e porque?

Receba o que os outros tem a oferecer!
Aceite o que os outros tem a oferecer!

Principalmente,
quando quero resguardar
o direito de não concordarmos, se for o caso.

Me ajudem... meus amigos.

Lord Léo



Escrito por Lord Léo às 17h46
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Por toda e qualquer (in)explicação.

 

Não me pergunte se tem pé nem cabeça.

Tenha certeza que tem coração.

O meu.

 

E dentro dele reside Deus.

Reverencio-o ou deixe-o em paz.

 

Vá para bem longe de mim sua lógica, razão ou regra.

Vá para bem longe.

 

Quero paz.

Ela agora mora no meu coração

e eu quero que continue assim.

 

Lord Léo



Escrito por Lord Léo às 22h11
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- Para os que não entendem ou não aceitam!

  

“De onde vem tua certeza,

E para que tanto compromisso.

 

Quanta retidão.

Quanta força de decisão.

 

No fundo, sinto ódio,

porque duvido de tudo o que você crê.

 

A tua busca de coerência me dói na alma,

 

Não porque se pareça com qualquer coisa

de reto ou comprometido.

 

És humano e eu entendo isso.

És humano e eu sinto isso.

 

E sinto porque também o seja.

 

Mas somos de uma natureza diferente.

No fundo, sei que és humano, portanto, imperfeito,

Mas me incomodo de fato, que você tente.

 

Me incomoda de fato que você , como humano, insista.

Não desista.

 

Ainda tente.”

 

Lord Léo.



Escrito por Lord Léo às 19h34
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Medo

 

Eu tenho medo, e daí?

 

Não sou dessa nova geração,

meta-humana, que não sente,

não sofre e não sabe que ama.

 

Ontem descobri que tinha um medo paralítico.

E por isso muita coisa ainda não era, não havia.

 

Hoje aprendi que ele não vai embora.

Tenho e sinto medo. Ele mora comigo.

 

Mas agora, olhando ele bem de perto,

percebo que ele não é mais meu inimigo.

 

Agora ele não tem mais três metros de altura,

Agora a sua imagem se parece comigo.



Escrito por Lord Léo às 10h43
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Punição

 

 

Muita coisa não era, não havia.

Antes eu não me permitia.

 

Eu não tinha o direito, eu não podia,

Eu não sabia, eu não tinha.

Ainda que, no fundo, eu tivesse, eu pudesse, eu sabia.

 

Um certo medo da Vida como punição.

Bebida servida por quem se perseguia.

 

Com medo você se afasta, se nega, se culpa e se distancia.

 

Se culpa, se ressente e se distancia.



Escrito por Lord Léo às 10h42
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Culpa

 

Se culpa, se culpa...

... se ressente.

 

Ressentimento é negação,

E sentimento afirma.

 

Me escondo para negar o que, na verdade, afirmo.

Esta que por ai vai, que eu aponto, que não perdôo,

que persigo e que policio, sou eu mesma.

 

Aquela que escolhe, erra ou que arrisca.

Aquela construtora, aquela que acredita.



Escrito por Lord Léo às 10h42
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Ela - Samara

 

Ontem, hoje,

Eu, aquela outra, nós: una.

 

Aquela que perdoa,

compreende, acolhe.

Aquela que vive.

 

Sem bolha, sem cisão, sem divisão.

Sem culpa e sem medo.

 

Um dia novo de cada vez.

Uma mulher nova de cada vez.

Um amor novo a cada vez.

 

Uma vida nova, a partir de hoje.

 

Lord Léo.

 



Escrito por Lord Léo às 10h41
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Meu amigo Bicho Papão

 

Eu tenho medo de ter medo.

 

É isso que me paralisa

As vezes penso que o medo nos traz paralisia

e também vontade de enfrentamento.

 

Acho que enfrentamento de medo

é o instinto que nos joga pra cima

daquilo que tememos no momento do desespero.

 

Uma qualidade que vou creditar ao instinto da sobrevivência.

 

Mas qual é o medo que efetivamente nos paralisa?

Acho que somente, o medo do medo.

 

Esse medo que nos acovarda,

Que não se anuncia com veemência,

Que as vezes se mascara e não nos deixa ver o simples,

Que as vezes, aquilo que nos mete medo é do tamanho de uma ervilha,

Ou seja, nem é tão grande assim.

Nem dói tanto.

 

Recentemente descobri um medo de fugir da rotina.

Não saber viver sob o regime da alternância, da calmaria e da tempestade.

 

Mas quando olho pela minha janela,

Vejo o homem que cata lixo!!!

 

Ele sim é um herói do cotidiano,

Sai de casa todos os dias sem saber o que vai catar.

Sabe que vai catar,

Sabe que vai vencer,

Mas não tem a certeza do trabalhador

e seu salário certo do final do mês.

 

Eu não quero deixar de ter medo.

O medo é humano.

Não quero deixar de ser humano, não nesta vida.

 

Quero parar de ter medo do medo.

 

Dizem que o bicho papão é aquela criatura que se reveste do nosso medo.

Daí, diante dele, não temos medo do bicho papão,

temos medo do nosso medo, que reveste o bicho papão.

 

Não quero mais ter medo do bicho papão.

 

Ei, Bicho Papão, senta aqui comigo, vem ser meu irmão.

Vamos olhar o medo de frente,

Porque ele já não me mete mais tão medo assim.

 

 



Escrito por Lord Léo às 20h59
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Escolha Precursora

 

 

Confiar em corações

É, muitas vezes, fazer aquilo que não tem sentido.

 

Sigo e continuo confiando em seu coração.

Sigo e continuo aprendendo a confiar em corações.

No meu e no seu.

 

Esse exercício diário,

As vezes doloroso,

porque não entende.

As vezes prazeroso,

Porque não precisa entender.

 

As vezes doloroso

Porque precisa aceitar.

As vezes prazeroso,

Porque não precisa de nada.

 

Confiar em corações

É, muitas vezes, aceitar aquilo que não faz sentido.

Aquilo que vai de encontro a sua razão,

É abdicar de ter razão.

 

Confiar em seu coração

Faz parte do desejo do meu coração.

Quero continuar em paz com o meu coração.

 

Eu lhe reverencio.

 

 

Lord Léo

Alexsandro de Lorena



Escrito por Lord Léo às 09h50
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Eu calo.

Apago as marcas que deixei no mundo

As palavras que lancei no vento

 

Os poemas que escrevi no papel.

Aqueles que publiquei na rede.

 

Aqueles que só dei pra você,

Esta mulher para quem escrevo.

 

Eu quero calar,

Já não tenho palavras para dizer

Não tenho nada que se diga.

 

Não tenho nada.

 

Tenho um coração repleto,

Feliz... seu.

Leve com nosso amor.

 

Não quero dizer nada, porque agora,

Quero acolhê-la no meu coração.

 

- E só.

 

Lord Léo.



Escrito por Lord Léo às 22h45
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Uma dia a gente não sai de casa por que não sabe qual caminho vai tomar.

E assim passam dias e dias.

Quanto maior a dúvida, mais tempo para decidir.

Quanto maior a incerteza mais sofrimento para andar.

 

As vezes a decisão estava tomada e andava contigo o tempo todo.

Enfim, agir porque decidiu, assumir o que se decidiu...

A vida é estranha, irônica e educativa.

 

Você ilumina o caminho quando resolve sair de casa.

E efetivamente sai de casa e segue seu caminho.

 

Com o tempo você já percebe que uma longa estrada se fez as suas costas.

Uma outra estrada se ergue a sua frente.

 

Com o tempo você descobre que decidir já não é tão difícil. E isso é bom.

Seu trabalho agora é permanecer no caminho.

Seu trabalho agora é permanecer fiel ao seu caminho.

Revendo, modificando, reafirmando.

 

A chave agora é não esquecer o que lhe pôs no caminho.

A chave agora é não esquecer o que lhe fez, o caminho.

 

Seu sonho, seu objetivo, seu desejo.

Sua felicidade.

 

A chave agora é se manter fiel as tuas escolhas,

Aos teus sonhos,

Ao teu coração.

 

Alexsandro Silva



Escrito por Lord Léo às 22h41
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Ao Mundo!!

Saudades
 
Estou com saudades
desta mulher maravilhosa
que encontrei pelo caminho,
que me encontrou pelo caminho,
que ilumina o meu caminho.
 
E que me faz feliz.
 
Quero você na minha vida, a vida toda.
Quero você.
Quero você, minha vida.
 
Beijos de amor!!!!!!
 
L de L


Escrito por Lord Léo às 08h20
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Entre sem bater.

 

Por todo sentimento que se revela...

para toda esta mulher que se revela com corpo, alma e coração eu digo:

 

Pode vir tranqüila, pegue na minha mão.

Tome as chaves e as rédias,

assuma o comando do meu navio.

 

Eu confio em você,

pode confiar em mim.

 

Eu quero o seu amor,

Eu quero teu mais profundo sentimento.

Aqui, no meu reinado, não há disfarce,

Não há desconfiança, não tem um coração que se esconde.

 

Pode vir, e venha tranqüila.

Me ensine como lhe amar profundamente,

Me ensine como lidar com o que não sei,

Me ensine como lhe fazer feliz.

É tudo de verdade, é real, sem subterfúgios.

 

Lord Léo



Escrito por Lord Léo às 23h42
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